Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

riscos_e_rabiscos

.

.

Até Mais!

Ultimamente tenho tido conhecimento de imensas mortes aqui em redor. Da minha tia que tanto gostava, de pessoas conhecidas e de outras mais desconhecidas. Algumas dessas mortes têm-me perturbado de alguma maneira.

 

Um dia destes fui almoçar com o meu pessoal ao restaurante de um amigo do meu pai. Aí encontrei um homem que, mesmo rebuscando no baú das minhas memórias, não me lembrava dele. Talvez porque era muito miúda, talvez porque nunca o vi com olhos de ver. Mas ele conhecia-me bem.

 

Começámos a buscar palavras que nos levaram a outros tempo, a reviver momentos, a recordar histórias. Minhas, do meu irmão, do meu pai, do meu saudoso Tio Frade… E eu era a menina. A que ia ter com o pai quando vinha da escola. Aquela que o pai levava para a escola.

 

No sábado passado o R. – o homem - foi encontrado morto em casa. Fiquei muito sensibilizada com esta partida da vida. Tive pena. O R. perdeu-se nalguns caminhos da vida e, talvez por isso, o destino levou a melhor. O meu pai, algures na vida, deu-lhe a mão, assim como outros amigos. Mas é pena ver que, quando a barca de Caronte chega para nos transportar, não temos família na margem para nos dizer adeus, não temos família para nos lançar flores à água. Valem então os amigos, a nossa família do coração que escolhemos a dedo.

 

Até um dia R., e quando encontrares o tio Frade, manda-lhe um beijo aqui da “menina”.

 

 

Particularidades de um Mundo Aparte

                     

Que o meu colégio é composto por crianças de uma classe económica alta, já eu sei desde que lá dei a minha primeira passada portal adentro.
Que as crianças são filhos de pais novos ricos, em franca ascensão económica também é sobejamente conhecido. Mas mesmo assim ainda desconheço alguns factos acerca do meu local de trabalho. É sempre bom umas surpresas para fugirmos à rotina.
 
Passei o ano inteiro a ver as “empregadas” irem buscar as crianças. Havia aquelas que surgiam vestidas à paisana mas outras havia que surgiam vestidas a rigor. Uniforme imaculado e sem rugas, branco e azul, bandolete de rendinha na cabeça.
Julgava que já não existiam coisas destas. Que estas cenas pertencessem ao século passado, que fossem e há quatro ou cinco décadas atrás. Mas parece que há coisas do Antigo Regime que ainda subsistem, que perpassam os tempos.
 
Mas o que eu não sabia é que também tinha uma criança – não sei se há mais – oriunda do mundo VIP, do Jet Set. É uma estupidez e completamente normal, mas foi uma coisa inesperada.
Tempos houve em que o meu dia a dia era passado em contacto com actores e actrizes e modelos muito conceituados na época, tendo-se, alguns deles, tornado figuras de referência no mundo da moda. Por conseguinte, habituei-me a “vê-los” como pessoas ditas “normais”, iguais a qualquer outra pessoa existente ao cimo da terra. E é assim que os continuo a ver sempre que me cruzo com algum.
 
Quanto a esta celebridade, obviamente que não vou referir nomes. Não é relevante. Este foi apenas o mote para que eu pudesse fazer um flashback interior aos tempos em que eu lidava com este “mundo aparte”. Às vezes é bom recordar tempos idos.
Mas como não vos quero deixar a pensar muito sobre o assunto, deixo apenas aos mais curiosos uma dica: fez parte de um concurso televisivo.
 
A criança é muito querida mas muito mal habituada e mimada. É muito pouco desenvolvida e pouco autónoma para a sua idade e compleição física. Mas é bem comportadinha. É o que interessa quando se está sozinha a tomar conta de 20 catraios…
 
 

 

Já Está à Porta!

 

Mais uma data importante se aproxima. Pelo menos para quem lhe dá importância e a vive com intensidade. O que não é o meu caso já há bastante tempo.

 

É tempo de introspecção e reflexão, de formular desejos para o tempo futuro. É tempo de analisar os erros do passado para os corrigir no futuro. É tempo de recordar os bons e os maus momentos.

É tempo de rever as nossas atitudes e decisões tomadas anteriormente para prosseguirmos a nossa vida com a lição já apreendida.

É tempo de procurar a Paz, o Amor e a Felicidade tantas vezes esquecidos…

É tempo de Esperança!

 

Pretendo passar a minha Passagem de ano aqui na minha casinha em companhia do N. e do Pimentinha e mais alguém se juntará a nós de certeza. Faremos um jantarinho fixe. Depois iremos esperar pela meia-noite para comer as detestadas passas e fazer todos os outros rituais de passagem de ano velho para o ano novo.

Iremos bater as panelas e tacho para a janela e gritar ao mesmo tempo que assistimos ao fogo de artifício quer de um lado da casa, quer do outro. Terminamos com o bebericar do champanhe.

Tal como acontece com o fogo de artifício, também nós esmorecemos enquanto os minutos começam a avançar no Ano Novo.

 

Antes tinha muita pena se não ia sair neste dia. Mas este ano estou muito desmotivada para estas coisas. Talvez devido às contrariedades da vida…